Nápoles, Itália

Tenho uma tradição: Passar o meu aniversário em viagem. Em setembro de 2020, rumei para o sul de Itália.

Estávamos no meio de uma pandemia global e poucas são as pessoas que decidem viajar.

Ao contrário dos italianos, andei sempre de máscara na cara e gastei uma garrafa de desinfectante nestes dias.

Ainda não apanhei o vírus, mas não lhe chamo sorte, uma sempre tive cuidados para cumprir todas medidas de segurança e prevenção, tanto em Portugal como em Itália. Notem que digo “ainda” porque sei que apesar de todos os cuidados que uma pessoa possa ter, o mais provável é vir a apanhar.

Posto este disclaimer, Nápoles tem má fama: é suja, tem pessoas arrogantes e emana insegurança devido à máfia. Não liguem a isso. Sim, é uma cidade que podia ser mais limpa, mas não achei os locais arrogantes e não me senti insegura em nenhuma altura do dia – talvez porque ande sempre de trombas e os mafiosos é que tiveram medo de mim. O normal.

Tenho de referir a maravilha que é património da humanidade: PIZZA NAPOLITANA! Esqueçam todas as pizzas que comeram, não sabem o que é pizza até que provem uma em Nápoles. Tornei esta viagem num roteiro gastronómico em que objectivo foi comer sem parar.

Nápoles em 5 dias
1º Dia

O avião aterrou no aeroporto de Nápoles pelas 13h30, cheissíma de fome, o transfer que reservei já estava à nossa espera para nos levar até ao alojamento.

É possível fazer o trajecto aeroporto – centro da cidade de transportes públicos ou através dos buses no aeroporto, mas devido às horas que eram e com a fome que tinha sabia que queria era ir almoçar. Não se enganem, eu levei marmita mas estava rota e deserta de comer uma pizza.

Após o almoço (foto acima) e visto o alojamento, começamos a desbravar caminho pela cidade. Visitámos a Piazza Plebiscito, a Galleria Umberto I e a Galleria Borbonica. Ao entardecer visitámos o Castel  dell Ovo e depois fomos jantar a uma das pizzarias mais famosas de Itália: Gino Sorbillo Lievito Madre al Mare.

2º Dia

Não podia não arranjar maneira de inserir um passeio até à Amalfi Coast e passear-me tipo Sophia Loren nas ruas de Positano, Ravello e Amalfi. Infelizmente não reservei carro e de transportes demorava demasiado tempo, assim a opção foi reservar uma excursão.

Saímos do centro da cidade cedo rumo a Positano, pelo meio fizemos uma paragem numa fábrica de Limoncello, porque é giro ingerir 40% de álcool com sabor a limão, ao menos desinfecta. Almoçámos em Amalfi e fizemos um passeio de barco para ver toda a costa. Seguimos para Ravello e foi a terrinha que mais gostei, pitoresca e escondida entre a vegetação.

Não sou apologista de excursões de corrida, como foi o caso desta e seria mais proveitoso alugar o carro e conhecer com tempo cada uma destas localizações, no entanto se não tens tempo a perder e queres picar o ponto, recomendo esta excursão.

3º Dia

Dia para comemorar o nascimento da menina prodígio.

Começamos o dia a caminhar até ao Castel Sant’Elmo, uma pequena caminhada de meia hora a subir até ao castelo. A vida dura não me escolheu, eu escolhi a vida dura.

A entrada no Castel Sant’Elmo é gratuita e a vista do topo é fantástica, onde o maior destaque é o Monte Versúvio.

De seguida mais uma caminhada até Gesù Nuovo Square e Cloister of Santa Chiara. Tudo muito bonito mas o que interessa mesmo é o almoço: Pizza na Pizzaria Del Portico.

Visitámos as Catacombe di San Gennaro e percorremos a Spaccanapoli – Tradução literal da “rua que dividi Nápoles”.

Parei no Mercato Pignasecca, que não é mais que um mercado de peixe, mas que também vende peixe frito e marisco fresco. Claro que o lanche foi calamares e ostras.

Terminei o meu dia a jantar numa transversal da Spaccanapoli, desta vez não comi pizza mas sim massa com marisco. Sentia-me fancy.

 

4º Dia

Mais uma moeda, mais uma voltinha. Desta feita até Pompeia. Não vale adiantar muito, pisar o chão da cidade que outrora foi completamente devastada pela erupção do vulcão Versúvio põe as coisas e

m perspectiva. Saber que maior parte das pessoas morreu sem sem aperceber disso e tendo as cinzas preservado os seus corpos faz impressão a qualquer pessoa.

Para chegar a Pompeia basta apanhar o comboio na Estação Napoli Centrali e descer em Pompeii Scavi Villa Misteri. O bilhete para entrar nas ruínas de Pompeia custa 13€.

5º Dia

Desfrutar do centro da cidade antes de ir para o aeroporto e regressar a Portugal.

Coisas a saber

Em Nápoles podes encontrar figuras, graffitis e altares do Maradona em praticamente todas as ruas. Foi e é um símbolo importante para a cidade. Para além do Maradona, há milhares de graffitis a decorar as paredes. A cidade é caótica, lambretas sobem e descem ruas sem se importar com os peões. Os cornos vermelhos que fores encontrando são um amuleto contra o mau olhado.

Pizzarias:
  • SORBILLO: A mais famosa da cidade, de 1935. Filas enormes. Boa sorte!;

  • PIZZARIA DEL PORTICO: Pizza inteira a €3 e uma maravilha;

  • ANTICA PIZZERIA PORT’ALBA: A pizzaria mais antiga da cidade, de 1738, que tem a pizza mais cara;

  • L’ANTICA PIZZERIA DA MICHELE: Este sítio ficou famoso graças à Julia Roberts e às filmagens do filme Comer, Rezar, Amar.

Rota gastronómica:
  • Gambrinus – Pastelaria;

  • Pasticceria Poppella – Pastelaria – Provar fiocco di neve;

  • Caffé Ciorfito – Expressos;

  • Pescheria Azzurra – No mercado, é uma peixaria que serve jantares;

  • Gelatosita – Ora acho este explicatório.

 

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