Primeiro dia de tour

Pequeno almoço às 7h da manhã, saída às 7:30 em direcção a Materuni.

Materuni é uma cascata de 90 metros cujo percurso para lá chegar quase me matou.

Uma trilha de 20 minutos depressa demorou mais de uma hora. Percursos escorregadios, a subir ou a descer em lama e eu, o desastre em pessoa, a tentar ganhar tracção.

Durante a caminhada foi-me descrito vários tipos de plantas, frutos, árvores e animais mas não tomei atenção nenhuma porque a minha única preocupação era não bater com os dentes no chão.

No fim, valeu a pena. Ver a impotência de Materuni foi o início perfeito do primeiro dia e a volta para trás não custou tanto…

Após Materuni, aqui a importante precisou de net para trabalhar e andámos à procura de um sítio que vendesse um cartão SIM com net. Perdemos uma hora nesta brincadeira entre encontrar um sitio que vendesse o cartão a uma turista e sistema a ir abaixo.

O almoço foi feito às 15h na Hot Spring. Muito muito bonito. Basicamente uma lagoa de água cristalina no meio do nada e com o monte Kilimanjaro de fundo.

Segundo dia de tour

Pick up no hotel às 7:30. Deu-me duas dores de barriga que atrasei ligeiramente os planos… Após as tripas aliviadas (#girlspooptoo), dirigimos-nos até ao parque Tarangire: Famoso pelas suas árvores Baobab e pela quantidade de elefantes no parque.

Começámos o game drive com a visualização de três chitas. É raro ver uma, quanto mais três… #blessed. Vimos girafas, elefantes, uma leoa a manjar um gnu, impalas, macacos. Tudo a complementar as dezenas de Baobab vistas.

Almoçamos no parque e não foram sandes, como vimos muitos comer, mas sim um guisado de frango com arroz escuro que estava delicioso.

Tenho de falar na comida, porque felizmente, na tour privada que personalizámos, tivemos a sorte de sermos acompanhadas por um chef privado que preparava o pequeno-almoço, almoço e jantar.

Após o almoço demos mais uma volta ao parque e seguimos em direcção ao Lodge para pernoitar.

Uma noite miserável em que a vossa guia virtual passou a noite entupida com alergias e a ouvir o sermão da igreja desde as 2h às 6h da manhã. Nunca pedi tanto a Deus para que os seus intermediários se calassem.

Terceiro dia de tour

Saída do Mosquito River pelas 9h30 em direcção ao Serengeti. Uma viagem que demora cerca de 6h e fui sempre com o rabiosque a tremer.

Primeira paragem evitada: uma galeria de arte.

Tuga que é Tuga não gosta cá de ser enganado a comprar e pagar mais do que aquilo que quer. Eu vim cá ver animais, não quadros deles. Sem faltar ao respeito: let’s skip it.

A meio do caminho o primeiro desastre: o jipe começou a fazer um barulho estranho, encostámos, o macaco não funcionava… Uma hora de espera no meio do nada e a dividir espaço com animais selvagens. Felizmente um jipe que fazia tour com um casal deu-nos boleia até ao Serengeti.

O meu sangue começou a ferver quando pensei que a tour privada se ia tornar numa tour partilhada, isto porque não foi o que ficou estipulado apesar de imprevistos acontecerem. No meio de tantas nacionalidades que podíamos apanhar para dividir tour, tinha de me calhar um casal francês. Ainda estou azeda após o Euro 2016 uma vez que aqueles perdedores não acederam a Torre Eiffel após a vitória dos campeões europeus em título!!

Entrada no parque Serengeti e vimos logo uma pequena parte da migração das zebras. Digo pequena porque são milhões de animais a fazer a migração, nós vimos 2% disso…

A savana africana é tal e qual imaginamos. Extensa, seca, sem árvore à vista. Pode, de certo modo, ser comparado com as planícies alentejanas de perder a vista no pico de Agosto.

Após almoço os franceses deram-nos um pontapé no cu, porque, compreensivelmente, estavam de lua-de-mel. Lá ficámos à espera de boleia novamente. 

“You are very lucky. Sometimes people have to wait a couple of hours or a full day…” disse o rapaz que nos deu boleia até ao Visitor Center do Serengeti. A contra partida? Não ia parar para ver animais uma vez que estava com pressa para levar mantimentos a um dos hotéis do parque.

Nota sobre alojamentos na tour: Felizmente tivemos poder de compra suficiente para ficar a dormir em alojamentos com paredes, estilo alojamento local, no entanto dormir no Serengeti e na Ngorongoro Crater é muito dispendioso e iriamos dormir duas noites em regime campismo. No entanto, há males que vêm por bem e uma vez que o jipe avariou e perdemos um dia de Serengeti, fomos compensados com uma noite no alojamento privado em vez que acampar.

Dormir no meio do Serengeti, ouvir hienas e gnus à noite foi ligeiramente assustador, especialmente, depois de ser avisada que leões, hipopotamos e cobras black mamba aparecem pela área do alojamento à noite…

Quarto dia de tour

Acordar às 5:15, tomar banho de água fria, tomar o pequeno almoço às 6h e seguir para o game drive do Serengeti.

Começamos o passeio a avistar três leões a dormir e uma leoa com as crias. Ver a leoa perseguir abutres que tentavam roubar a carne é uma coisa maravilhosa.

Um safari é um jogo que sorte, porque os animais estão no seu habitat, não vão ficar a pousar para que tu os vejas, assim, seguiram-se quase três horas sem avistar animais. Uma ou outra girafa ao longe e alguns passarinhos diferentes.

Depois saiu o jackpot: avistar um leopardo já é difícil e pouco provável de acontecer, mas nós vimos dois! O leopardo faz parte do grupo “big five” que inclui também o elefante, o búfalo, o leão e o rinoceronte preto.

Depois de uma manhã fantástica, em que fizemos check ao terceiro “big five” fomos almoçar e seguimos caminho até à Ngorongoro crater.

Este dia foi uma montanha russa de emoções porque eu sabia mas ainda não tinha caído na realidade… Dormi numa tenda. Não estava em mim com os seis graus a gelar o meu rabinho. No entanto, foi das melhores noites que tive desde que cheguei. Nem me lembro de ter adormecido, tal não era o cansaço.

Quinto dia de tour

Acordar antes das 6h, tomar o pequeno almoço e seguir para a Ngorongoro Crater na esperança de avistar os outros dois animais pertencentes aos Big five. Não tardou pois a sair do campismo vimos os primeiros búfalos com ar de maus.

A paisagem na cratera é incrível, vegetação densa e muita neblina que vai dissipando à medida que descemos.

Depois de uma hora à procura, lá tivemos a sorte de encontrar um dos animais mais difíceis de se ver uma vez que está em vias de extinção. O rinoceronte preto. Tivemos a oportunidade de ver dois, um mais novo e uma fêmea.

Assim ficou completo o grupo dos animais mais perigosos e procurados pelo homem: OS BIG FIVE. Porquê? O rinoceronte era caçado pelo corno; o elefante pelo marfim, o leopardo as patas, o búfalo pela cabeça e o leão por ser o rei da selva.

É triste perceber que milhares de animais desapareceram pelo capricho do Homem.

Seguimos para o almoço em direcção ao aeroporto de Kilimanjaro onde fomos apanhar o voo para Zanzibar.

O voo demorou 1h num avião semelhante à Ryanair. A diferença é que estes ofereceram água e cajus. Na Ryanair quase pagamos por respirar.

Nota: Lá não existe taxímetro e os preços são todos regateados. 15min de viagem custaram cerca de 10 dólares. Penso que conseguia regatear melhor, não fosse o cansaço e o facto de ser noite escura.

Dou assim por terminada a tour de safaris.

Espero que tenhas gostado desta partilha e que a mesma te inspire a visitar a Tanzânia.

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