Chefchaouen

Chegar ao primeiro ponto desta aventura a descobrir Marrocos, foi em si, uma aventura. Entrar com o carro novinho em folha dentro do ferry e atravessar o estreito de Gibraltar em direcção a África foi muito engraçado. Uma preocupação constante constante durante toda a viagem.

Já os enjoos que a viagem de ferry me proporcionou foi uma coisa nunca antes vista, e eu nem sou pessoa de enjoar.Para entrar em Chefchaouen é confuso, aliás o Google Maps deixou-me confusa. Isto porque existe a parte velha, que é a autêntica pérola azul e a parte nova que o Google Maps assume como toda a vila.

Assim, numa vila tão pequena demos centenas de voltas a tentar descobrir onde era a parte velha, onde seria o alojamento e onde poderíamos estacionar o carro.
Chegámos ao ponto de seguir o GPS e fomos parar a uma feira de rua… Claro que fomos mandados voltar para trás. Ao fim de tanta volta, lá cedemos e fomos a uma estação de polícia pedir ajuda. Eventualmente lá chegamos ao alojamento.

Fez

Recebemos o aviso que Fez é um labirinto. Um labirinto de 9400 ruas!

Neste caso fizemos bem em contratar um guia, para conseguirmos conhecer o máximo da cidade mais antiga de Marrocos. No entanto, com guias em Marrocos é saber que de 20 em 20 ruas, vamos parar a uma loja qualquer na esperança de fazermos um compra e o guia receber comissão. O engraçado, é quando entravámos em cada loja, perguntavam SEMPRE de onde éramos. “Portugal” dizíamos. Eles desistiam automaticamente. O tuga é mundialmente conhecido pela sua forretice.

Já por nossa conta e tentando desbravar as outras 9000 ruas que faltavam conhecer em Fez, tentámos apanhar um táxi. Claro que íamos com a lição estudada sobre as falcatruas neste serviço:

Primeiro, temos de dizer o nosso destino e negociar com o taxista o preço da viagem.

Segundo, se não for possível negociar, é necessário exigir que o taxímetro seja colocado no zero.

O primeiro táxi que apanhamos viu que não não ia enganar e fomos expulsos do veículo.
Fez é sem dúvida uma cidade que merece mais atenção, muitas visitas no futuro e mais aventuras a descobrir.

 

Deserto do Sahara

No roteiro que escrevi sobre Marrocos, já tinha contado que fomos em modo excursão para o deserto do Sahara, foi uma aventura a descobrir Marrocos fantástica. Fomos os primeiros a chegar ao ponto de encontro e consequentemente os primeiros a montar os dromedários e a chegar ao deserto com os nossos guias. Resultado: Dunas só para nós, beber um cházinho enquanto víamos todas as tonalidades das dunas durante o pôr-do-sol.

À noite, os guias berberes*, proporcionaram-nos um momento de diversão: Jantar e uma sessão de música típica Berbere. A expectativa: https://youtu.be/l9rSIZ1yl8c

A realidade: As músicas típicas que se fizeram ouvir e dançar foram Gypsy Kings e outras músicas latinas, em modo repeat. Tudo isto misturado com o riso dos guias depois de fumarem umas ganzas. Pior disto tudo foi que não ofereceram.

*O povo berbere – ou também apelidado de Imazighen que significa “Homem livre”. São um povo que vivem na região norte da África e considerados os povos mais antigos do continente africano. O povo berbere adaptou-se ao rigor climático do deserto, e ao andar de dromedário, fez com que se tornassem transportadores e eram comerciantes de quase tudo, desde pedras preciosas, a peles, tecidos e até às especiarias.

Marraquexe

O caos. O desespero.

Primeira parte: filme do estacionamento. Três senhores muito simpáticos viram-nos perdidos e lá se ofereceram a ajudar. Levaram-nos para uma oficina/parque de estacionamento. Pagámos 20€ para guardarem o carro durante 4 dias e o dono deste espaço pagou aos senhores simpáticos nos levaram lá e que de seguida se ofereceram para ajudar a encontrar o nosso alojamento. Claro que quando chegamos pediram dinheiro e não satisfeitos começaram aos gritos.

Segunda parte: no alojamento fomos surpreendidos ao saber que o nosso quarto não estava pronto porque os hospedes que deviam de ter saído antes estavam retidos no deserto e fomos enfiados num quarto de limpezas. Tentámos falar com o dono que reduziu o preço do quarto e seguimos para jantar. Qual o nosso espanto quando voltamos e me ligam do Booking (onde reservei o alojamento) e nos informam que não íamos ser reembolsados porque não queríamos o quarto. Eu e o meu sangue conflituoso começamos a ferver e tentei explicar a situação à operadora do Booking, isto tudo em inglês. Às tantas já confundia inglês com palavrões em português.

Então não é que o dono do alojamento, distorceu bastante a verdade e fez-se de coitado? “Ah então elas não quiseram o quarto.” Ai seu cabranete do caraças, primeiro não tens o quarto que reservei e paguei pronto, depois queres meter-me num quarto de limpeza pelo mesmo valor? Era o que faltava.

Claro que a operadora do Booking entendeu a situação e reservou um quarto para nós noutro alojamento. Saímos daquele inferno em cinco minutos e eu com um camadão de nervos.

Felizmente o alojamento para onde fomos era melhor e os donos super simpáticos. Ajudaram-me a descomprimir os nervos oferecendo um chá e o melhor, o dono pegou na minha companhia de viagem, meteram-se numa mota e foram buscar o nosso carro à outra ponta da cidade.

Hoje Marraquexe dá-me para rir e quero voltar, mas na altura só não tive uma ataque cardíaco porque em vez disso tive um transtorno intestinal.

Rabat

Não me soube situar e reservar como deve ser o alojamento (apesar do alojamento que marquei ser um espetáculo), este não era dentro da cidade de Rabat mas sim na cidade vizinha Salé.

Esta aventura teve o seu nível de stress. Para irmos até Rabat correu tudo bem, o táxi levou-nos sempre problema e conhecemos a cidade. O problema foi para regressar a Salé. Lembro-me que depois de jantar, não sabiamos como regressar ao alojamento, nenhum táxi queria atravessar a cidade e mandaram-nos para uma zona de autocarros comunitários. Ora a noite acabou comigo aos gritos a dizer “I NEED TO GO TO SALÉ – EL KADIRI”. Um condutor do autocarro com uma alma caridosa lá deve de ter tido pena e medo de mim e lá nos levou, apesar de ir todo o caminho a dizer “El Kadiri?”. Foi engraçado.

Marrocos é um país tão perto, barato e que vale mesmo a pena.

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