Fui à Tanzânia em tempo de pandemia global. Uma louca eu sei. Tive 4 voos cancelados, perdi dinheiro de certeza, não há apoio nas companhias aéreas, mas valeu a pena.

Voei de Lisboa com escala em Amesterdão e destino ao aeroporto de Kilimanjaro, Tanzânia. Este voo foi a melhor coisa do mundo, demorou 14 horas e foi tranquilo. Já o voo de regresso partiu de Zanzibar com escala em Dar Es Salaam e Amesterdão e destino a Lisboa e demorou cerca de 22 horas.

Os voos foram feitos pela KLM e esperava mais das refeições. Não havia opção de escolha e apresentaram-me com uma massa com tomates, azeitonas e pimentos. A sagrada trilogia que não aprecio, mas a fome era muita e há crianças neste mundo a morrer de fome, portanto calar e comer.

Reparei que maior parte das pessoas respeita a nova realidade, há excepções claro e acontecem sempre ao meu lado. Para a Tanzânia a excepção foram uns parvos americanos que passaram 8h de voo a meu lado de Amesterdão para o aeroporto de Kilimanjaro e teimavam em tirar a máscara.

De regresso a Portugal, foi um senhor que tirou a máscara para jantar e deixou-se dormir sem ela.

Pedi gentilmente e várias vezes para colocarem a máscara a tapar o focinho mas fingiam que não percebiam e ignoravam. Vá de chamar a hospedeira de bordo…

Chegada à Tanzânia

Mais especificamente, chegada ao aeroporto Kilimanjaro, em direcção ao hotel Tulia (significa relax), mas estava tudo menos relaxada. Acordada desde as 2h da manhã, com uma data de horas de viagem em cima do rabinho e cheia de fome. Depois a realidade caiu em mim: estava em África, no país que inspirou o Rei Leão. O meu filme da Disney favorito.

Viajar em tempo de Covid

Na Tanzânia o Covid não existe, dizem eles.

O falecido presidente não acreditava na doença e mandava os locais curarem-se com remédios caseiros e plantas locais.

Já a nova presidente leva o Covid com mais seriedade e assim que chegámos, para além do PCR negativo, somos obrigados a fazer um teste rápido de 25 dólares. Se soubesse tinha ido ao Pingo Doce comprar uma data deles para fazer lá.

Lá ninguém utiliza máscaras, não há distanciamento social e ficam chocados quando dizemos que Portugal está agora a sair de lockdown. Isto porque para eles está tudo normal.

Tanzânia

Para viajares para a Tanzânia, para além do visto (recomendo que o peças online no site do governo da Tanzânia e tem um custo de $45), da vacina da febre amarela (recomendada) e da profilaxia da malária, e se o objetivo é fazer safaris, é necessário muita pesquisa de companhias que os realizam.

Há gostos para tudo e as tours podem ser customizáveis se forem privadas. As tours mais baratas são partilhadas e em tempo de pandemia não me apeteceu arriscar.

Nós, após várias pesquisas e pedidos de orçamentos, definimos uma tour de seis dias e feita à medida dos nossos interesses através da companhia Safari Soles tours.

O tour foi composto por:

Visita à cascata Materuni – Hot Springs – Parque Nacional de Tarangine – Parque Nacional do Serengeti – Ngorongoro Crater 

Depois da tour fomos para Zanzibar por nossa conta e risco.

É preciso não ser stressada nestes países e não ter um horário, até porque ir de A a B demora uma eternidade. Para terem noção 1 hora cobre apenas 20km devido às limitações (e bem) de velocidade nas localidades, condições das estradas e a condução completamente louca daquela gente.

Claro que eu tive 87% do tempo em ácidos.

Podes pensar: “Ai que giro, deve ser super engraçado ir de cabelos ao vento no jipe.”

É super engraçado mas deixo a nota: andar num jipe de safari é igual ao vibroplate que a tua avó tem lá em casa para perder peso mas que serve de estendal. No jipe, tudo treme e tudo dói ao fim do dia.

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